sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Delegado de Camacan, diz que “Promotora” foi vítima e não autora de abuso de poder

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Franceso Denis diz em entrevista à O Tempo Jornalismo, que Elizana, presa porque cometeu quatro crimes previstos na Lei
O Delegado Fracesco Denis da Silva Santana, titular da delegacia territórial de Camacan, concedeu entrevista exclusiva à reportagem d’ O Tempo Jornalismo, e disse que Elizana Santos da Silva, 30 anos, presa pela PM no domingo (4), não foi apenas por desacato, mas pela prática de quatro crimes e não apenas um. A autoridade policial relatou que como se trata de crime de menor potencial ofensivo, sendo que cada um dos crimes, possui pena prevista de até dois anos, a soma dessas penas, não permitiria que fosse feito um termo circunstanciado e a mulher fosse liberada. “Eu fiz o auto de flagrante dela normalmente, tendo como vítima, “claro”, o Ministério Público, no uso de suas funções e não somente a pessoa da Promotora”, disse descrevendo que Elizana, teria cometido crime de desobediência, crime de ameaça, desacato e resistência, são quatro crimes diferentes”disse, garantindo que por isso, houve o auto de prisão em flagrante. “Quem fez o auto de flagrante fui eu” disse frisando que no dia do fato ocorrido, Elizana, teria ido para o local de votação, fazer algo similar a boca de urna, mas a Promotora a advertiu logo pela manhã, apreendeu os panfletos e determinou que ela se retirasse do local, porque estava fazendo campanha para o irmão, que era candidato a Conselheiro Tutelar.
A autoridade policial, descreve que o primeiro fato foi a desobediência, porque ela desobedeceu e não saiu do local. Ele reflete que apesar deste não ser um fato definido como crime, ela estava atrapalhando uma eleição, que teve grande repercussão, porque o Conselho Tutelar, tem grande importância, porque existem vários fatos envolvendo menores e o Ministério Público, estava presente coordenando tudo, para que houvesse uma eleiçãol tranquila. ‘”O que eu percebi, é que a comunidade, só absorveu a questão do desacato, e por um desacato ela não ficaria presa”, garante reiterando que além do desacato, também houve ameaça e uma resistência, uma vez que ela não permitiu ser conduzida no momento da prisão, e isso consta aqui nos autos apresentados na delegacia”, argumenta.
Francesco Denis ainda disse que também consta nos autos, que todo este fato, não foi um caso isolado que se deu pela manhã ou pela tarde, mas transcorreu durante o dia inteiro da votação, porque a mulher olhava para a Promotora, como forma de ameaça e ela teve que suportar todo aquele tipo de acontecimento o dia inteiro, e só à tarde quando a situação se agravou, quando houve realmente um desacato, quando ela chamou a Promotora de “sacana”. Só a partir daí é que ela foi conduzida à delegacia e todos estes fatos narrados constam nos autos.
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Elizana foi solta após pagar fiança de R$ 2.365 reais. Foto / O Tempo Jornalismo
O Delegado falou que diante deste episódio, parte da imprensa começou notificar a informação, modificando a situação da vítima que seria a Promotora e disse que ela está sendo vítima duas vezes. “Isso eu não permito, porque gosto das coisas justas e que tudo seja bem esclarecido”,disse reiterando que seu trabalho tem sido em levar ao conhecimento do Judiciário, tudo que é ilegal e tudo que é contrário à Lei.
Ele destaca que Elizana, pagou a fiança e foi liberada, e quando há a liberação, a conclusão do inquérito, tem um prazo de 30 dias. “Dentro deste prazo, vou juntar todas as provas necessárias e vou relatar o procedimento e encaminhar ao Judiciário novamente. A princípio o Judiciário foi comunicado, mas o inquérito só vai ser expedido no prazo legal. “No prazo certo, encaminharei o inquérito e estará comprovado que realmente a Promotora foi vítima, a pessoa que está sendo punida pela comunidade e por parte da imprensa, como atualmente está”, finaliza a autoridade policial.

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