sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Solta mulher que chamou promotora de "sacaninha''

Uma dona de casa precisou gastar mais de R$ 2 mil reais para ser liberada da prisão em Camacan, na região sul da Bahia. Elizana Santos da Silva, de 30 anos, foi presa acusada de desacato por chamar uma promotora de Justiça de “sacaninha”. Após o pagamento da fiança, a mulher deixou a delegacia da cidade na manhã da última quinta-feira (8). Amigos e familiares tiveram que ajudar no pagamento da fiança após cinco dias de detenção.
De acordo com as informações de Francesco Denis da Silva Santana, delegado responsável pela investigação do caso, a promotora Catarine Rodrigues falou que a mulher distribuía santinhos na porta de um dos locais onde acontecia a eleição para conselheiro tutelar da cidade, no último domingo (4). Além de desobedecer a ordem de deixar o local, a acusada teria a ameaçado – o que a dona de casa nega. A promotora informou que a conduta caracterizava desacato.
A dona de casa admitiu que chamou a promotora de “sacaninha”, mas disse que não sabia que a mulher era uma promotora. Ela negou que estivesse no local para distribuir panfletos e que tenha ameaçado a promotora. “Eu fui para o local apenas para votar. Eu estava com cinco panfletos nas mãos e ela veio e tomou de mim e rasgou, sem ao menos se identificar. Não disse nada. Depois, quando eu estava saindo do local de votação, ela ia passando perto de mim e tomou uma topada. Eu então disse: ‘cuidado, sacaninha, para não cair e se machucar'”, afirmou a acusada para a TV Bahia.
Elizana foi autuada em flagrante por ter infringido os artigos, 147, 329, 330 e 331 do Código Penal Brasileiro. A princípio, a fiança foi estipulada em R$ 7 mil, porém o valor caiu  para R$ 2.500. Mesmo com o pagamento da fiança, o delegado informou que a dona de casa ainda irá responder pelos crimes em liberdade. Caso haja a condenação, a dona de casa pode pegar mais de seis anos de prisão.
A suspeita ainda alegou que era mãe solteira e que tinha filhos menores de idade para cuidar. Entretanto, permaneceu na carceragem até o pagamento estipulado pelo delegado da região.

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