quinta-feira, 4 de maio de 2017

A presidenta e o vício da clandestinidade

Mônica Moura, esposa do marqueteiro João Santana, contou aos investigadores da Lava Jato, em sua delação premiada, que a ex-presidente Dilma Rousseff utilizava um e-mail com nome fictício para troca de mensagens com o casal. No e-mail, Dilma fazia alertas a Santana e Mônica sobre o avanço das investigações da Lava jato, e chegou a avisá-los que seriam presos.Na delação, Mônica afirma que o email foi criado em 2015 porque Dilma estava preocupada com a evolução da Lava Jato e queria um canal de comunicação seguro com o casal. Como explicou a repórter Andreia Sadi na Globonews, a comunicação funcionava da seguinte forma: os emails não eram enviados. Quando queriam se comunicar, escreviam e deixavam no rascunho. Liam, apagavam e respondiam no mesmo molde.Um dos exemplos dados por Monica aos investigadores da Lava Jato dizia que eles receberam uma mensagem de Dilma informando que seu amigo estava doente, em estado quase terminal, e que a mulher que sempre cuidou dele também estava doente. Para os marqueteiros, os amigos doentes eram eles, e a mensagem cifrada era um recado de Dilma de que as investigações se aproximavam do casal.As declarações de Mônica Moura não nos surpreendem, afinal, Dilma foi treinada por guerrilheiros comunistas na década de 60, e aprendeu a usar nomes e identidades falsas para se esconder da ditadura. Para uma pessoa que atuava na clandestinidade por muitos anos, e que só refreou sua atuação quando foi desmascarada em seu disfarce e acabou presa, usar e-mail falso para se comunicar com os marqueteiros é fichinha.

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