quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

UPB: 360 prefeitos estão aptos a votar. Entidade movimenta R$ 500 mil por mês

A eleição para a nova diretoria da União dos Municípios da Bahia (UPB) acontece nesta quarta-feira (25) na sede da entidade no Centro Administrativo da Bahia. Entre 8h e 17h os prefeitos de pelo menos 360 cidades das 417 do estado poderão depositar o voto na urna. A apuração de votos começa logo após as 17h e as primeiras prévias serão divulgadas a partir das 18h, conforme a assessoria de imprensa da entidade. 
Na última eleição, a ex-prefeita de Cardeal da Silva, Maria Quitéria (PSB), foi reeleita com quase 80% dos votos. Foram 257 contra 69. A participação de 326 gestores foi significativa, contudo, diante de um cenário de polarização da política baiana entre o governador Rui Costa (PT) e o prefeito de Salvador ACM Neto (DEM), a expectativa é de que ao menos os 360 regularizados participem do pleito. 
A disputa pela presidência da UPB acontece entre o prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro (PSD), apoiado pela base aliada do governador Rui Costa e o prefeito de Euclides da Cunha, Doutor Luciano que embora seja do PDT, entra na peleja alicerçado pelos apoiadores de Neto, portanto, é considerada uma candidatura de oposição. 
Eures recebeu declarações públicas de apoio de Rui Costa e das principais lideranças do bloco. O senador Otto Alencar endossou a postulação do gestor. Otto é presidente do PSD baiano. Por outro lado, as informações que circulam é que o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (PMDB), entrou em cena para pedir votos ao candidato pedetista. 
Fontes do Blog Paulo José afirmam,no entanto, que já houve desistência de membros da chapa de Doutor Luciano. A candidatura do pedetista é tratada no cenário macro como aquela que serve ao propósito de “marcar posição”. Ou seja, com poucas chances de vitória, a ideia é demonstrar alguma força e não deixar Eures, leia-se governo, “correr solto”. 
A entidade é vista como estratégica pelos campos políticos por lidar diretamente com os interesses dos prefeitos. Os gestores municipais são fundamentais na disputa pelo voto majoritário de 2018. No campo eleitoral é essa a principal função. Já no campo municipal é os prefeitos precisam de representação para tentar minorar os efeitos da crise. 
A principal bandeira de ambos os candidatos é a discussão sobre a repactuação tributária do país. Governo Federal fica com a maior fatia dos impostos, seguido pelos governos estaduais. Às prefeituras resta pagar parte significativa das contas e pouco dinheiro. Esta é pauta antiga da entidade e os avanços nos últimos anos foram discretos.
Para além, ressalta-se que a UPB tem um orçamento de R$ 500 mil mensais.

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