sexta-feira, 13 de maio de 2016

Política não é o fim, mas o começo.

Por Mario Sabino
O primeiro levantamento das contas do desgoverno Dilma Rousseff é espantoso.
O buraco é muito maior do que os 96 bilhões de reais anunciados, porque não incluiu a queda brutal na arrecadação, a renegociação das dívidas dos estados e restos a pagar.
A única saída é cortar, cortar e cortar. Se, mesmo assim, o buraco continuar abismal, os contribuintes terão de pagar o pato.
Como foi possível chegar a esse estado de coisas?
A resposta é simples: nós, cidadãos brasileiros, somos os maiores responsáveis pela irresponsabilidade do PT. Sim, inclusive você que nunca votou em Lula ou Dilma.
Porque não basta revoltar-se quando tudo está desmoronando à sua volta. É preciso constância na fiscalização e cobrança dos governantes, a fim de evitar a ruína.
Em resumo, a política deve entrar no rol das suas preocupações cotidianas, porque quase todas elas são... política!
A calçada esburacada é política; a falta de iluminação pública é política; o rio sujo é política; a mensalidade exorbitante da escola do seu filho é política; os reajustes abusivos dos planos de saúde são política; a falta de emprego é política; a ciclovia que foi tragada por uma onda é política -- até a decadência do futebol é resultado da política. Fôssemos um país bem governado, seriamos ricos o suficiente para manter os bons jogadores por aqui e importar os melhores estrangeiros.
O impeachment de Dilma Rousseff não pode ser apenas uma catarse. Tem de ser um ponto de inflexão no nosso atávico desinteresse pela política.

Política não é o fim, mas o começo.

0 comentários:

Postar um comentário

Regras do site:


Não serão aceitos comentários que:

1. Sejam agressivos ou ofensivos, mesmo que de um comentarista para outro; ou contenham palavrões, insultos;

2. Não tenham relação com a nota publicada pelo Site.

Atenção: só serão disponibilizados no site os comentários que respeitarem as regras acima expostas.