quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Nordeste em alerta: Epidemia de microcefalia deixa grávidas da Bahia com medo

O noticiário de Saúde no Brasil está dominado pelo surto de microcefalia no Nordeste. Pernambuco foi o primeiro a identificar o aumento da doença, e é o estado com a maior incidência na região. Até 28/11, foram registrados 646 casos naquele estado. No Brasil, são 1.248 casos suspeitos, em 311 municípios de 14 unidades da federação. Já são sete óbitos.
Como o surto de Zika foi diagnosticado inicialmente em Pernambuco e depois na Bahia, a dúvida é se a microcefalia pode também chegar forte por aqui. Dados da Secretaria de Saúde do  Estado colocam a Bahia em sexto lugar no país no número de casos suspeitos de microcefalia, com 37 suspeitos e 13 confirmados.
A servidora pública Marina Alves, que está na sexta semana de gestação, conta que o médico responsável por seu parto acredita que os dados divulgados estão muito abaixo da realidade dos centros cirúrgicos. “Ele disse que, só essa semana, fez cinco partos, em dois hospitais de referência em casos neurológicos, e todos apresentaram microcefalia”, disse.
O Ministério da Saúde reitera que a forma de combater o vírus é combatendo o vetor, o mosquito Aedes aegypti, e essa tarefa é de toda a população. “Aquilo que se fala desde as primeiras epidemias de dengue continua sendo verdade. Continuamos com larvas encontradas em recipientes de plantas aquáticas, pratinhos de plantas, ralos, caixas d’água, copinhos, pneus. Isso tudo tem que ser eliminado”, pontuou Claudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde.
Aviso mundial da organização mundial da saúde
Após exames feitos em um bebê recém-nascido com microcefalia e outras má-formações congênitas no Ceará, o Ministério da Saúde confirmou a relação de zika e microcefalia no Nordeste do país, já que havia a presença do vírus em amostras de sangue e tecidos do bebê. 
Segundo a pasta, essa é uma “situação inédita na pesquisa científica mundial”, e o governo pretende avançar mais na investigação, a fim de descobrir melhor as formas de transmissão, de atuação do vírus e qual o grau de vulnerabilidade das gestantes.

Na última terça-feira (1º), a Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta mundial em relação ao Zika. A entidade solicitou aos países filiados que construam uma estrutura adequada de diagnóstico da doença e se organizem para um aumento nos casos, com reforço do atendimento pré-natal e neurológico.
Grávidas desistem de viajar

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, três mulheres grávidas afirmaram ter desistido de viajar para Pernambuco e Bahia por medo do surto de microcefalia causado pelo avanço do zika. Os dados têm alarmado a sociedade, já que, em 2015, 97,6% dos casos suspeitos de microcefalia em todo o país são no Nordeste.

Segundo o jornal paulista, médicos têm alertado mulheres que pensam em engravidar a se prevenir da gravidez, ainda que temporariamente, até que seja esclarecida a exata relação do zika com a microcefalia.

Financiamento especial
Com a chegada do verão, a Prefeitura de Salvador pretende aumentar as ações em áreas de risco. A diretora de Atenção à Saúde do Município, Luciana Peixoto, explica que haverá “mutirões intersetoriais” em Salvador. “Vamos convidar a população a participar das ações de controle ao Aedes, para que se possa erradicá-lo”, pontuou.

Já o secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas-Boas, luta para que o Ministério da Saúde  estabeleça o Aedes aegypti como maior ameaça à saúde pública no país. “Precisamos de ações enérgicas e estratégias de combate inovadoras, além de uma estrutura de financiamento própria para combater o mosquito e a transmissão das arboviroses e o controle de suas complicações”, disse.
Fonte:Agência Brasil

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