quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Na Sombra do Poder

Cunha ouve a voz do diabo
Até o último minuto, o PT tentou sensibilizar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para não abrir processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Coube ao deputado federal Jose Mentor, do PT de São Paulo, apelar para o cristão Cunha. Não adiantou. O peemedebista estava com o diabo soprando em seus dois ouvidos depois que viu o Partido dos Trabalhadores fechar questão sobre a continuidade do processo contar ele no Conselho de Ética.
Quem cai primeiro?
Crescem as apostas nas bolsas políticas: quem cai primeiro? Dilma Rousseff ou Eduardo Cunha? Pois é! Geddel, no Twitter, foi um dos primeiros a mencionar a possibilidade de um movimento político forte. Disse que surgiria uma bomba e eis que Cunha foi e anunciou a abertura do processo de impeachment. Petista acederam a luz amarela com a abertura do processo contra Dilma e os oposicionistas começam a se animar. Tudo gira em torno de 2016. Caso a presidente sofra o impeachment, vários aliados ficarão na pindaíba para irem às urnas. Quem é contra o PT, tende a fortalecer o discurso.
E Lula chora...
Se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chorou diante da bancada federal por ver seu patrimônio político e eleitoral se esvair com a dificuldade da presidente Dilma Rousseff em administrar o Brasil, a expectativa é que o líder petista esteja em prantos diante da possível derrubada da presidente forjada por suas mãos.
Pesadelo japonês
Se no início da manhã um japonês, com a camisa da Polícia Federal, bater em sua porta, é um sinal que o problema é sério. O agente chefe do Núcleo de Operações da Polícia Federal em Curitiba, Newton Ishii, ficou conhecido nas redes sociais por estar associado à prisão de figuras políticas importantes na Operação Lava Jato. Nos corredores do Congresso Nacional, os parlamentares comentam que outros figurões, que ainda não foram alcançados, estão tendo pesadelos com os olhos fechados do agente da Polícia Federal.
Martelo quase batido 
As negociações entre Marcelo Nilo e o diretório do PSL estão para lá de avançadas. O manda-chuva da Alba não esconde que quer ter autonomia e o controle da legenda no estado. Integrantes do partido, percebendo as conversas bastante encaminhadas e o martelo muito próximo de ser batido, já não desgrudam do neo-liberalista. O ex-pedetista colocou pessoas de confiança para tratar diretamente nos bastidores do PSL. Funcionários executadores de tarefas, que sabem onde ‘as cobras dormem’ estão colados com os nilistas, fazendo as articulações de olho nas eleições de 2016. Fontes próximas a Nilo garantem que o anúncio oficial é questão de tempo. Agora, Nilo poderá bater no peito e dizer que tem o partido para chamar de seu.
Martelo batido
Depois de muita discussão sobre o comando do Pros na Bahia, o presidente nacional da legenda, Eurípedes Jr., decidiu manter o presidente estadual, Fabrício Figueiredo. O comando da sigla na capital baiana ficou com o deputado estadual Pastor Isidório, que recebeu o partido de porteira fechada. Agora, Isidório estuda estratégias para vencer o pleito do ano que vem em Salvador, que terá o próprio como postulante à cadeira de prefeito.
Adolf Menezes
Os servidores do Estado estão curiosos para saber qual a posição que eles estão merecendo como disse o 1º vice-presidente da Alba, Adolfo Menezes (PSD), na sessão que votou a urgência de projetos que mexem com direitos dos trabalhadores. A lá seu xará alemão, Adolfo, que presidia a sessão, disparou contra os servidores que ocupavam as galerias para protestar contra as medidas do governo. “Queria ser ditador para tomar a posição que vocês merecem”, largou. Dizem as más línguas que "Adolf" é o primeiro da linha sucessória na Alba. Como tudo na Alba é possível de acontecer, o parlamento baiano poderá deixar de ser o “Palácio de Buckingham” e passará a ser a "Chancelaria do Reich". Heil Menezes!!
“Fora ditador ”
Ao saber da afirmação do vice-presidente a Assembleia Legislativa, cotado para suceder a Marcelo Nilo no comando da Casa, a presidente da Fetrab, Marinalva Nunes, lançou mão de uma frase cunhada por Ronaldo Caiado, líder do DEM no Senado, que diz mais ou menos assim: ‘que deputados senadores, governador e presidente renunciem seus cargos’. Para Marinalva, é uma forma de extirpar da política os maus políticos.
Rolo compressor
O Rui “correria” está fazendo jus ao apelido, que ele mesmo se deu. Deputados da oposição na Alba estão indignados com o posicionamento que o atual chefe do Executivo baiano vem tendo com o Legislativo. O famoso “rolo compressor” continua na gestão petista. Esta semana, parlamentares da base governista se reuniram com Rui para tratarem dos regimes de urgência de projetos do Executivo. Somente na sessão da última terça-feira (1º) foram aprovados oito regimes de urgência e ainda o primeiro turno da Lei Orçamentária para 2016. “Continua o rolo compressor. Nada mudou”, disse um parlamentar.
Cala a boca
O regimento interno da Alba continua sendo motivo de protestos da bancada de Oposição. Na última sessão, o deputado Luciano Ribeiro (DEM) questionou, mais uma vez, a forma de condução do presidente da Casa nas votações. Como sempre, o manda-chuva da Alba fez como quis. Ribeiro questionou o pedido de quórum. No momento, apenas 10 deputados representantes do governo na Casa estavam presentes em plenário e o painel marcava 32 no total. Se seguissem o regimento, não haveria quórum para votação. Contudo, o presidente disse que “é assim que sempre foi feito”. Calou a boca da oposição. E como sempre faz o chefão da Alba: "aqueles [10] que aprovam permaneçam como estão. Aprovado!!". 
Estilos opostos
As comparações da atual primeira-dama do estado, Aline Peixoto e a ex, Fátima Mendonça, não param no meio político. Enquanto a esposa de Rui evita a torto e a direito os holofotes da imprensa, não gosta de meter o bedelho na seara política, a esposa de Wagner é uma política por natureza. Chamou atenção em Brasília os comentários da nova moradora da região de Andaraí sobre a queda de Eduardo Cunha (PMDB) na presidência da Câmara. Fatinha, chamada pelos íntimos, também adorava declarações polêmicas no período em que o marido comandava o Palácio de Ondina.
Bom filho a casa retorna?
E quem esteve na audiência do secretário Silvio Pinheiro na Câmara de Salvador foi o secretário de Relações Institucionais, Heber Santana (PSC). Não foi de muita fala. Cumprimentou a todos e acompanhou o evento. Deve já observando o terreno para o retorno. Santana tem até abril para assumir sua cadeira de vereador e assim poder concorrer a reeleição ao Legislativo soteropolitano.
Dois tiros
Falam as más línguas da Câmara que boa parte das críticas que vereadores fizeram a tramitação do antigo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de 2007, feito a toque de caixa, em sessão que varou a madrugada, não foi só para atingir o prefeito João Henrique, titular do Palácio Thomé de Souza à época, mas também ao então presidente da CMS na ocasião, o ex-vereador Valdenor Cardoso, que sonhava em voltar à Casa Legislativa.
Cabos Malassombrados
Quem já botou o bloco na rua pensando em 2016 foi o vereador Vado Malassombrado (DEM). Aliás, seus cabos eleitorais. Conhecido pelo trio elétrico que faz circular nas ruas da Cidade Baixa, Malassombrado teve uma grata propaganda feita por seus apoiadores. Mas, moradores ficaram indignados com o barulho do carro de som nas primeiras horas da manhã nas ruas residenciais do Bonfim e foram acordados com o brado retumbante: "Vamos fazer valer seu voto. Já fizemos ouvidoria aqui no bairro com o vereador. Agradecemos a todos os moradores que participaram. Juntos e misturados, você e Vado Malassombrado, não vamos parar. Deixe o menino trabalhar! Deixe Vado Malassombrado trabalhar", diz a música. Cadê os olhos do Tribunal Regional Eleitoral que não veem propaganda antecipada?
E a minha dieta?
A história do acarajé das baianas rendeu confusão e desencontros de informações após o prefeito ACM Neto assinar o decreto que regulamentava o trabalho das baianas em Salvador. A representante das baianas, Rita Santos, declarou que a partir do momento em que o documento fosse assinado e publicado, a salada teria que sair dos tabuleiros. O prefeito se adiantou e, em bom baianês, "tirou o dele da reta" ao ressaltar que a afirmação de Rita não era uma determinação da prefeitura. Como Rita sustentou que a Vigilância Sanitária havia orientado pela proibição, a polêmica não demorou de ser criada. Diante da repercussão negativa, a Agecom tratou de dizer que a coisa não era bem assim. A Vigilância Sanitária também recuou depois da confusão. Ao fim e ao cabo, as baianas, que defendem a retirada do tomate, vão ter que aguardar um pouco mais e mudar os hábitos no manuseio do ingrediente.

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