domingo, 27 de outubro de 2013

ESTRANGEIROS FICAM COM A MAIOR PARTE DO PRÉ-SAL

Mais uma vez, o Brasil é assunto da revista britânica "The Economist". O artigo, que está na nova edição da revista, fala sobre o primeiro leilão do pré-sal e diz que saiu barato. O leilão, realizado na segunda-feira, terminou com um lance único - o que, para a Economist, mostra a fraqueza do modelo do governo para desenvolver as suas reservas.
A revista diz ainda que a falta de competição foi uma decepção após a euforia de seis anos atrás, quando o presidente Lula descreveu o pré-sal como um bilhete premiado da loteria. Nesse período, a situação teria mudado por diversos fatores como a revolução do xisto nos EUA que, segundo a Economist, retirou do pré-sal o título de perspectiva energética mais importante do mundo. “Se tivéssemos leiloado libra em 2008, a gente já estaria produzindo o primeiro barril de petróleo agora, e não em 2019 e 2020. Então, a gente tem que ter atenção porque essa revolução energética que está passando muito pode tirar rentabilidade do petróleo do pré-sal”, diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura.
“A Idade da Pedra não acabou porque acabaram as pedras. Não foi falta de pedra, é que surgiram tecnologias melhores e esse é o problema. Se demorar muito para colocar esse petróleo em uso, talvez ele não seja mais necessário porque haverá outras tecnologias”, explica José Goldemberg, professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP).
A reportagem da revista britânica falou do alto custo de investimento do Campo de Libra. Mas, apesar das críticas ao resultado do leilão, a Economist diz que as reservas de Libra são tão grandes que os riscos de exploração são bastante baixos. Sobre a Petrobras, a revista usou a palavra “hemorragia” para falar do caixa da empresa. A empresa importa derivados de petróleo em dólar e revende no Brasil a um preço bem mais baixo - é a mão do governo sobre a empresa para combater a inflação.

No entanto, a reportagem sustenta que aumentar o preço do combustível agora é essencial. “Se a Petrobras voltar a ter um caixa adequado, ela poderá acelerar a produção e ainda se aproveitar do resto da janela de oportunidade”, analisa Goldemberg. Para Adriano Pires, é preciso aumentar a receita para evitar dificuldades futuras. “Se o governo não aumentar receita através do aumento de gasolina e de diesel, a Petrobras vai ficar numa situação muito difícil para enfrentar esses grandes investimentos de pré-sal que ela tem pela frente”, alerta Pires.


BLOGUEIRO DIZ: E no maior Leilão da história do Brasil, apenas 40% do “filé mignon“, como dizia a candidata Dilma em 2010, ficaram para o povo brasileiro…


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