terça-feira, 3 de outubro de 2017

Justiça manda a júri mãe que matou filho por ser gay no interior de SP

A mãe que matou o filho de 17 anos por ele ser homossexual, será levada a júri popular. A decisão partiu da justiça. O crime ocorreu em Cravinhos, interior de São Paulo, em dezembro. Além da mãe, a ex-gerente de supermercado, de 32 anos, mais dois jovens, um de 19 e outro de 18 serão julgados como autores da morte de Itaberli Lozano. 

A vítima foi morta a facadas e teve o corpo queimado. Os três acusados responderão pelo crime de homicídio triplamente qualificado, já que teria sido cometido por motivo torpe, meio cruel e sem dar chance de defesa à vítima. A mãe da vítima também é acusada de ocultação de cadáver.
O padrasto da vítima foi solto, já que a Justiça considera que as provas contra ele são insuficientes para mantê-lo preso. O suspeito já deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Taiuva, onde estava detido, mas responderá por ocultação de cadáver. Porém, o Ministério Público Estadual vai recorrer contra a decisão de soltar o suspeito. Mãe e os outros acusados continuam na prisão.

De acordo com a investigação policial, Itaberli foi morto no dia 29 de dezembro, mas seu desaparecimento só foi registrado dois dias depois pela avó do adolescente. O corpo foi encontrado, carbonizado em um canavial, no dia 7 de janeiro. O reconhecimento foi feito por meio de exame de DNA.

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