segunda-feira, 7 de novembro de 2016

“Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil” é o tema da redação do Enem 2016

Candidatos deviam realizar um texto dissertativo-argumentativo de, no máximo, 30 linhas; resultado final das provas deste fim de semana será divulgado em 19 de janeiro.
O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano foi “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”. Os candidatos deviam realizar um texto dissertativo-argumentativo de, no máximo, 30 linhas, desenvolvido a partir de uma situação-problema e de subsídios oferecidos sob a forma de textos motivadores.A redação foi aplicada neste domingo (6) com as provas de Linguagem e Matemática. O resultado final será divulgado em 19 de janeiro.

Em coletiva de imprensa, a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, afirmou que o tema foi uma oportunidade de provocar reflexões na juventude: “Eu espero que a reflexão desse tema tão festejado possa de fato trazer para nossa juventude o ideário de reflexão de tolerância, de respeito aos Direitos Humanos, as nossas diversidade de crença, de religião.”

As redações serão avaliadas de acordo com cinco competências: domínio da norma-padrão da língua escrita, compreensão da proposta da redação e aplicação de conceitos de diversas áreas do conhecimento para desenvolver o tema; capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações para defender um ponto de vista; conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação e elaboração de proposta de intervenção ao problema abordado, respeitando os direitos humanos.

SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA: CUMPRIMENTO DA LEI E EDUCAÇÃO PARA A ÉTICA,O RESPEITO À DIVERSIDADE E À LIBERDADE.(Paulo José)

A intolerância religiosa é uma doença que de tempos em tempos torna-se epidêmica e precisa de tratamento continuado e prevenção. É um mal social, cuja cura passa pelo cumprimento da lei e pela educação. Um mal que atinge uma camada imensa da população global, que fere a dignidade humana, e a liberdade consciencial, que se baseia no preconceito, na discriminação e na pretensão de alguns em serem “os donos da Verdade”, que se sentem possuidores de alguma “procuração de Deus” para em seu nome, achincalhar, invadir, prender, torturar, matar, espoliar, e por fim,exterminar o outro.
E o outro é aquele a quem não se dá o direito de ter pensamento próprio, aquele a quem não se dá a liberdade de ser quem é, aquele que o intolerante julga intelectual e moralmente incapaz de fazer uma escolha “certa”. Porque qualquer escolha que não seja a sua - do intolerante- é errada.
Para se tentar acabar com a intolerância, é imprescindível tratá-la como doença, cujos remédios são a detecção e denúncia de sua existência, a exigência do cumprimento da Lei e, para prevenir sua recidiva e evitar o surgimento de novos casos; a execução uma ação intensiva e continuada de conscientização e educação plena de idosos, adultos, adolescentes e crianças; uma educação para a tolerância, para a compreensão, para a alteridade e o respeito. Num processo que envolva o comprometimento de toda a sociedade.
As justificativas dadas pelos intolerantes,principalmente pelos intolerantes religiosos vão desde a necessidade do cumprimento das “Leis de Deus” interpretadas e manipuladas a seu bel prazer, por interesses bem humanos e pouco religiosos - que no caso do Brasil desrespeitam a Constituição Federal – às questões de “segurança nacional” como ocorreu na América do Norte em relação ao Iraque.
Conclusão 
Parece só haver uma maneira de se tratar a intolerância. Faz-se necessário educar para a tolerância, a alteridade e a compreensão. Esse processo precisaria alcançar desde os mais idosos aos recém nascidos, visto que é do berço que se começa a educar o ser. Posto que, é desde a mais tenra idade que o ser humano ao observar ainda que de forma inconsciente o mundo a sua volta começa a criar dentro de si seus conceitos e pré-conceitos que poderão levá-lo à discriminação e à intolerância. Logo, se não educarmos cotidianamente a sociedade para o respeito ao outro e para tolerância jamais poremos fim ao preconceito, à discriminação e a intolerância.

Combater esses males sociais é dever de todos, responsabilidade à qual não podemos nos furtar. Ao Estado, cabe fazer cumprir o que determina a Constituição Federal e punir com o rigor da lei aqueles que violarem o previsto no artigo 5°CF e em outras leis afins. Ao cidadão cabe a denúncia do ato de intolerância ou discriminação e a cobrança junto aos órgãos competentes para cumpram sua função.
Crédito:Cristina Zecchinelli,Café História

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