sexta-feira, 15 de abril de 2016

PP define apoio ao impeachment e promete punição a deputados que divergirem

Reunião da executiva nacional do PP em que foi definido o desembarque do governo
José Cruz/Agência Brasil/Fotos Públicas
Reunião da executiva nacional do PP em que foi definido o desembarque do governo
Após reunião da bancada no Congresso e da Executiva Nacional, o PP confirmou nesta sexta-feira (15) posição a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff e a promessa de punição aos parlamentares que não seguirem a determinação da legenda.A decisão foi aprovada por aclamação (sem registro de votos), mas foram "ressalvados" votos contrários ao fechamento de questão de alguns membros do partido na Bahia, Piauí e Ceará, entre eles, o vice-governador baiano, João Leão, e os deputados Cacá Leão (BA) e Adail Carneiro (CE).
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que o fechamento de questão valerá tanto para a votação na Câmara quanto para eventual votação no Senado. Ele ponderou, contudo, que a punição será avaliada "caso a caso", sinalizando que poderá haver tolerância em alguns casos.
O tom de tolerância também foi adotado por alguns parlamentares da ala pró-impeachment. O deputado Jerônimo Goergen (RS) afirmou que os parlamentares representarão no Conselho de Ética contra todos os dissidentes, mas ponderou que poderá haver "certa tolerância" em casos como o da Bahia.
Na reunião, o vice-governador da Bahia fez a defesa para que os quatro deputados do PP da Bahia não sejam punidos, caso confirmem o voto contra o impeachment, por causa da aliança regional. João Leão é aliado do governador baiano, Rui Costa (PT).

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